Erradicação da Pobreza. Seguro defende que "ninguém deve viver" sem casa
A mensagem é deixada no portal da Presidência da República por ocasião do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
O presidente da República sustentou este sábado que a pobreza "não pode ser encarada como inevitável" e que, em democracia, "ninguém deve viver" sem acesso à habitação, saúde ou trabalho digno. António José Seguro apelou a um "compromisso para que ninguém fique excluído".
Segundo Seguro, a pobreza "não é apenas uma condição económica", mas "também uma limitação à liberdade, à dignidade e às oportunidades de cada pessoa".
"Numa sociedade democrática, ninguém deve viver sem condições para satisfazer as suas necessidades essenciais, sem acesso à habitação, à saúde, à educação ou a um trabalho digno. A pobreza não pode ser encarada como inevitável", propugna o chefe de Estado na mensagem.Também no dia de protestos pelo direito à habitação e o agravamento do custo de vida em diferentes cidades do país, Belém assinala que 1,66 milhões de pessoas estão em risco de pobreza em Portugal.
"Embora, pela primeira vez desde 2015, o número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social tenha descido abaixo dos dois milhões, estes números devem continuar a interpelar-nos. Mais do que números, falamos de pessoas", lê-se no texto.
Em causa, escreve o presidente, estão "crianças que ainda não tiveram oportunidade de escolher o que querem ser", "jovens que não conseguem projetar o seu futuro", "idosos que contribuíram toda a sua vida e que merecem viver a sua longevidade com dignidade" e "pessoas que trabalham e que, ainda assim, vivem na pobreza".
"Criar riqueza e proteger quem mais precisa são duas faces da mesma moeda. Uma sociedade justa exige o compromisso de todos para que ninguém fique excluído", completa.